TORRADO, António
Histórias para ler aos pais / António Torrado ; il. Cristina Malaquias. - Alfragide : Asa, 2010. - 42, [3] p. : il 21 cm
ISBN 978-989-23-0728-2
Literatura--Infantil
CDU 82-93
Conjunto de quatro pequenas histórias até agora inéditas, que Autor desafia as crianças a ler aos pais, invertendo dessa forma os respectivos papéis! Com belíssimas ilustrações de Cristina Malaquias, este é o 16º título daquela que é já uma colecção de referência no panorama da edição infanto-juvenil em Portugal.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Vouzela, património natural
MATOS, João Cosme, 1971-
Vouzela, património natural : fauna e flora da Serra do Caramulo / João Cosme ; textos João Maria Alcoforado, Leonor Alcoforado. - Vouzela : Camâra Municipal,, 2003. - 120, [7] p. : il. 28 cm
ISBN 972-8833-00-8
Fauna / Flora / Fotografia / Vouzela--Caramulo
CDU 591.9(23)(469.31/.32)
CDU 581.9(23)(469.31/.32)
CDU 77
Para se poder fotografar a vida selvagem é necessário ter a calma de um caçador e a alma de um poeta. Ambos esperam que a sua "presa" apareça, se descontraia e se deixe captar.
(...)
João Cosme sabe disso e espera-os [aos bichos], para mais tarde os mostrar a todos nós que não conhecemos como ele os ritmos da natureza.
Vouzela, património natural : fauna e flora da Serra do Caramulo / João Cosme ; textos João Maria Alcoforado, Leonor Alcoforado. - Vouzela : Camâra Municipal,, 2003. - 120, [7] p. : il. 28 cm
ISBN 972-8833-00-8
Fauna / Flora / Fotografia / Vouzela--Caramulo
CDU 591.9(23)(469.31/.32)
CDU 581.9(23)(469.31/.32)
CDU 77
Para se poder fotografar a vida selvagem é necessário ter a calma de um caçador e a alma de um poeta. Ambos esperam que a sua "presa" apareça, se descontraia e se deixe captar.
(...)
João Cosme sabe disso e espera-os [aos bichos], para mais tarde os mostrar a todos nós que não conhecemos como ele os ritmos da natureza.
Paulo Renato Trincão
Uma chuvada na careca
HONRADO, Alexandre
Uma chuvada na careca / Alexandre Honrado ; il. Rogério Taveira. - 6ª ed. - Porto : Ambar, 2006. - 150 p. : il. ; 21 cm. - (Aventura de viver)
ISBN 972-43-0141-9
82-93 (EB23SOF) - 11945
Uma recensão de António Couto Viana:
In http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=6709
Uma chuvada na careca / Alexandre Honrado ; il. Rogério Taveira. - 6ª ed. - Porto : Ambar, 2006. - 150 p. : il. ; 21 cm. - (Aventura de viver)
ISBN 972-43-0141-9
82-93 (EB23SOF) - 11945
Uma recensão de António Couto Viana:
In http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=6709
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Todos zangados!
MOOST, Nele
Todos zangados! : e como ficaram amigos outra vez... / Nele Moost ; il. Annet Rudolph. - Lisboa : Minutos de Leitura, cop. 2009. - [26] p. : il. ; 32 cm. - (O pequeno Corvo)
ISBN 978-972-793-093-7
O Pequeno Corvo está zangado! A Ovelha convidou-o para uma festa em sua casa, onde todos os amigos passariam a noite.
Nota: Livro oferecido à Biblioteca pelas alunas Mariana, Ana Carolina e Sofia Figueirinhas, do 6º A, ano lectivo 2009/2010. Utilizado no concurso "Fala, escreve, acerta... ganha!", promovido pela RTP.
Todos zangados! : e como ficaram amigos outra vez... / Nele Moost ; il. Annet Rudolph. - Lisboa : Minutos de Leitura, cop. 2009. - [26] p. : il. ; 32 cm. - (O pequeno Corvo)
ISBN 978-972-793-093-7
O Pequeno Corvo está zangado! A Ovelha convidou-o para uma festa em sua casa, onde todos os amigos passariam a noite.
Nota: Livro oferecido à Biblioteca pelas alunas Mariana, Ana Carolina e Sofia Figueirinhas, do 6º A, ano lectivo 2009/2010. Utilizado no concurso "Fala, escreve, acerta... ganha!", promovido pela RTP.
Melhorar a prática profissional : um quadro de referência para a docência
DANIELSON, Charlotte, 1942-
Melhorar a prática profissional : um quadro de referência para a docência / Charlotte Danielson ; Editorial do Ministério da Educação. - Lisboa : ME, 2010. - 200 p. 21 cm. - Tit. orig.: Enhancing professional practice - a framework for teaching. - Bibliografia, p. 193-195
ISBN 978-972-767-016-1
Educação / Prática pedagógica / Sala de aula / Planeamento da educação
(...) Aos professores se pede que cumpram uma panóplia de funções que vão do ensino propriamente dito à prevenção da violência e à gestão de conflitos no espaço escolar passando pelo aconselhamento psicopedagógico e vocacional, pela avaliação dos alunos e dos próprios docentes.
Melhorar a prática profissional : um quadro de referência para a docência / Charlotte Danielson ; Editorial do Ministério da Educação. - Lisboa : ME, 2010. - 200 p. 21 cm. - Tit. orig.: Enhancing professional practice - a framework for teaching. - Bibliografia, p. 193-195
ISBN 978-972-767-016-1
Educação / Prática pedagógica / Sala de aula / Planeamento da educação
(...) Aos professores se pede que cumpram uma panóplia de funções que vão do ensino propriamente dito à prevenção da violência e à gestão de conflitos no espaço escolar passando pelo aconselhamento psicopedagógico e vocacional, pela avaliação dos alunos e dos próprios docentes.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Máscaras de Salazar
DACOSTA, Fernando, 1940-
Máscaras de Salazar / Fernando Dacosta. - 14ª ed. - Cruz Quebrada : Casa das Letras, 2007. - 371p. - Versão revista e aumentada. - Bibliografia p.367-368. - Depoimentos inéditos p. 369-371
ISBN 978-972-46-1694-0
Literatura Portuguesa / História de Portugal--Séc. XX
Uma obra decisiva para a compreensão do século XX português
Máscaras de Salazar é a recriação de uma crónica pessoal a partir de testemunhos, de diálogos, de declarações, de confidências, de segredos que Fernando Dacosta teve com vários protagonistas (e opositores) do Estado Novo, inclusive Salazar. Para julgar é preciso compreender. Daí o contributo deste livro, memória de gerações de pessoas convictas de um desígnio que foi morrendo com elas. É urgente reter a palavra, o testemunho com que influenciaram para sempre o nosso presente e o nosso futuro.
Através de dezenas de depoimentos inéditos, incluindo os do próprio Salazar e de D. Maria, a governanta-virgem, a revelação de dados até agora completamente desconhecidos:
O ex-presidente do Conselho não caiu de nenhuma cadeira.
Conservou, escondidas, duas cápsulas de cianeto fornecidas por Hitler.
A Pide matou Delgado sem o seu conhecimento.
Foi ele que sugeriu a fuga de Cunhal da prisão de Caxias.
As razões que levaram a Santa Sé a considerá-lo a «encarnação viva do demónio».
Máscaras de Salazar / Fernando Dacosta. - 14ª ed. - Cruz Quebrada : Casa das Letras, 2007. - 371p. - Versão revista e aumentada. - Bibliografia p.367-368. - Depoimentos inéditos p. 369-371
ISBN 978-972-46-1694-0
Literatura Portuguesa / História de Portugal--Séc. XX
Uma obra decisiva para a compreensão do século XX português
Máscaras de Salazar é a recriação de uma crónica pessoal a partir de testemunhos, de diálogos, de declarações, de confidências, de segredos que Fernando Dacosta teve com vários protagonistas (e opositores) do Estado Novo, inclusive Salazar. Para julgar é preciso compreender. Daí o contributo deste livro, memória de gerações de pessoas convictas de um desígnio que foi morrendo com elas. É urgente reter a palavra, o testemunho com que influenciaram para sempre o nosso presente e o nosso futuro.
Através de dezenas de depoimentos inéditos, incluindo os do próprio Salazar e de D. Maria, a governanta-virgem, a revelação de dados até agora completamente desconhecidos:
O ex-presidente do Conselho não caiu de nenhuma cadeira.
Conservou, escondidas, duas cápsulas de cianeto fornecidas por Hitler.
A Pide matou Delgado sem o seu conhecimento.
Foi ele que sugeriu a fuga de Cunhal da prisão de Caxias.
As razões que levaram a Santa Sé a considerá-lo a «encarnação viva do demónio».
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A visita de Isabel Mateus
Na passada 6ª feira, dia 29 de Abril, entre as 10h e 30m e as 12h e 30m, em duas diferentes sessões, recebemos na Biblioteca Escolar a autora Isabel Mateus, para a divulgação da sua obra O trigo dos pardais, que retrata o ambiente rural da infância.
As sessões foram particularmente direccionadas para as turmas de 8º ano, e respectivos professores acompanhantes, embora toda a comunidade educativa tenha sido convidada a participar, conhecer e adquirir exemplares da obra da autora.
Todos puderam ainda contemplar uma pequena mostra de brinquedos de antigamente, organizada com a participação dos alunos, e viajar pelas recordações e imaginário da infância.
As sessões foram particularmente direccionadas para as turmas de 8º ano, e respectivos professores acompanhantes, embora toda a comunidade educativa tenha sido convidada a participar, conhecer e adquirir exemplares da obra da autora.
Todos puderam ainda contemplar uma pequena mostra de brinquedos de antigamente, organizada com a participação dos alunos, e viajar pelas recordações e imaginário da infância.
A terra do chiculate
MATEUS, Isabel Maria Fidalgo, 1969-
A terra do chiculate : relatos da emigração portuguesa / Isabel Maria Fidalgo Mateus. - Coimbra : Gráfica de Coimbra, 2011. - 213 p. : il., 21 m.
ISBN 978-972-603-516-9
Literatura portuguesa / Emigração
CDU 821.134.3-3
A Terra do Chiculate pretende retratar as vicissitudes da emigração portuguesa, maioritariamente clandestina, em França, a partir dos anos 60, e revelar as suas consequências positivas e negativas transportadas até ao presente, quer na pátria, quer no país de acolhimento.
A terra do chiculate : relatos da emigração portuguesa / Isabel Maria Fidalgo Mateus. - Coimbra : Gráfica de Coimbra, 2011. - 213 p. : il., 21 m.
ISBN 978-972-603-516-9
Literatura portuguesa / Emigração
CDU 821.134.3-3
A Terra do Chiculate pretende retratar as vicissitudes da emigração portuguesa, maioritariamente clandestina, em França, a partir dos anos 60, e revelar as suas consequências positivas e negativas transportadas até ao presente, quer na pátria, quer no país de acolhimento.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O trigo dos pardais [ebook]
MATEUS, Isabel Maria Fidalgo, 1969-
O trigo dos pardais : contos / Isabel Maria Fidalgo Mateus ; rev. Maria de Assunção Anes Morais.
Literatura portuguesa--Contos
CDU 821.134.3-3
Download
O trigo dos pardais : contos / Isabel Maria Fidalgo Mateus ; rev. Maria de Assunção Anes Morais.
Literatura portuguesa--Contos
CDU 821.134.3-3
Download
O trigo dos pardais
MATEUS, Isabel Maria Fidalgo, 1969-
O trigo dos pardais : contos / Isabel Maria Fidalgo Mateus ; rev. Maria de Assunção Anes Morais. - Coimbra : Gráfica de Coimbra, 2009. - 218 p. : il., 21 cm
ISBN 978-972-603-485-8
Literatura portuguesa--Contos
CDU 821.134.3-3
No livro O Trigo dos Pardais Isabel Mateus revela-nos, através dos 22 contos, geralmente curtos, que compõem a obra, o mundo da brincadeira de um punhado de crianças e jovens num ambiente de ruralidade (transmontana) afastado da influência directa dos grandes centros urbanos. Aqui, as brincadeiras surgiam ao sabor das estações, em plena natureza, os brinquedos construíam-se com o que a flora oferecia, também ao ritmo de cada época do ano, e os garotos brincavam em interacção e consonância com o meio ambiente. Muitas vezes, o entretenimento advinha em simultâneo com o dever laboral que, desde cedo, era imputado à criança. As cinco mecas, jogo de forte tradição e muito popular entre meninas e meninos, tanto podia ser jogado no adro da escola durante o recreio, como no alto da serra a guardar o rebanho.
O trigo dos pardais : contos / Isabel Maria Fidalgo Mateus ; rev. Maria de Assunção Anes Morais. - Coimbra : Gráfica de Coimbra, 2009. - 218 p. : il., 21 cm
ISBN 978-972-603-485-8
Literatura portuguesa--Contos
CDU 821.134.3-3
No livro O Trigo dos Pardais Isabel Mateus revela-nos, através dos 22 contos, geralmente curtos, que compõem a obra, o mundo da brincadeira de um punhado de crianças e jovens num ambiente de ruralidade (transmontana) afastado da influência directa dos grandes centros urbanos. Aqui, as brincadeiras surgiam ao sabor das estações, em plena natureza, os brinquedos construíam-se com o que a flora oferecia, também ao ritmo de cada época do ano, e os garotos brincavam em interacção e consonância com o meio ambiente. Muitas vezes, o entretenimento advinha em simultâneo com o dever laboral que, desde cedo, era imputado à criança. As cinco mecas, jogo de forte tradição e muito popular entre meninas e meninos, tanto podia ser jogado no adro da escola durante o recreio, como no alto da serra a guardar o rebanho.
A hora má : o veneno da madrugada
MÁRQUEZ, Gabriel García, 1928-
A hora má : o veneno da madrugada / Gabriel garcia Márquez ; trad. Egito Gonçalves. - 4ª ed. - Alfragide : Dom Quixote, 2008. - 187, [3] p. 24 cm. - Tít.orig.: La mala hora
ISBN 978-972-20-3156-1
Literatura estrangeira--Romance
A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima. Este romance foi adaptado ao cinema pelo realizador brasileiro Ruy Guerra.
A hora má : o veneno da madrugada / Gabriel garcia Márquez ; trad. Egito Gonçalves. - 4ª ed. - Alfragide : Dom Quixote, 2008. - 187, [3] p. 24 cm. - Tít.orig.: La mala hora
ISBN 978-972-20-3156-1
Literatura estrangeira--Romance
A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima. Este romance foi adaptado ao cinema pelo realizador brasileiro Ruy Guerra.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Mensagem aos Leitores, da autoria do Escritor Francisco José Viegas:
O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.
Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.
Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.
Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.
Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.
Francisco José Viegas
Mais informação:
Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas
Jornal da associação portuguesa de bibliotecários, arquivistas e documentalistas
World Book and Copyright Day (UNESCO)
Fase distrital do Concurso Nacional de Leitura
Decorreu no dia 8 de Abril, em Moimenta da Beira, a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura. Teve a participação das alunas apuradas Cristiana Matos (8ºD), Mafalda Ferraz (9ºB) e Susana Valério (9º E).
Mais informação aqui.
Mais informação aqui.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Ler + em vários sotaques: França
TEXTO:
de O principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry
Capítulo XVIII
O principezinho atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha à toa...
- Boa dia, disse o príncipe.
- Boa dia, disse a flor.
- Onde estão os homens? perguntou polidamente.
A flor, um dia, vira passar uma caravana:
- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os há muitos anos. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.
- Adeus, disse o principezinho.
- Adeus, disse a flor
Ler + em vários sotaques: Espanha
TEXTO
Fala do homem nascido, de António Gedeão

Chega à boca da cena, e diz:
Venho da terra assombrada,
do ventre da minha mãe;
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui,
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci.
Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.
Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu.
Com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.
**************************************************
Venho da terra assombrada,
do ventre da minha mãe;
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui,
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci.
Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.
Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu.
Com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.
**************************************************
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Ler + em vários sotaques: Uzebequistão
TEXTO: Navruz – A Festa da Primavera
No meu país – o Uzbequistão - , Navruz é o festival da Primavera celebrado no dia 21 de Março, correspondendo ao equinócio da Primavera, quando o dia e a noite têm a mesma duração.
Trata-se de um festival muito antigo. É feriado nacional no Uzbequistão e em outros países muçulmanos vizinhos.
A palavra navruz significa novo dia: nav-novo e ruz-dia na língua tadjique, uma das línguas faladas no Uzbequistão.
Os muçulmanos do meu país associam esta festa ao Ano Novo, porque no antigo calendário islâmico, o Calendário dos Doze Animais, o novo ano começava em Março.
Neste dia as pessoas não vão trabalhar. As famílias juntam-se e preparam uma refeição especial com sete pratos cujos nomes começam com a letra “s”. Destes pratos o mais importante é o “sumalak” que se faz numa panela muito grande, juntando trigo novo, gordura, água e sete pedras pequeninas. Tudo deve ser mexido durante seis a oito horas sem parar e depois é para partilhar com toda a gente. É uma tradição muito bonita. Durante a noite ninguém dorme: as pessoas dançam, cantam, jogam e ficam felizes se chover.
Mas os familiares que já morreram também são lembrados. As pessoas visitam os cemitérios para recordar os membros da família desaparecidos. Nas aldeias, as actividades do festival incluem também lutas de galos, corridas de cavalos, saltar fogueiras, cantigas, danças populares, contar histórias, leitura de poesia, epopeias e rimas tradicionais.
Como preparativos para as celebrações de Navruz, as pessoas limpam as casas, compram roupa nova e oferecem flores aos amigos e familiares. Navruz é uma grande festa também para as crianças que visitam os vizinhos cantando e citando rimas tradicionais para receber pequenas prendas.
Navruz é uma ocasião para a amizade, a renovação e a alegria. É uma tradição mantida no meu país há séculos, intimamente ligada à sua cultura. Tenho muitas saudades de Navruz!
No meu país – o Uzbequistão - , Navruz é o festival da Primavera celebrado no dia 21 de Março, correspondendo ao equinócio da Primavera, quando o dia e a noite têm a mesma duração.
Trata-se de um festival muito antigo. É feriado nacional no Uzbequistão e em outros países muçulmanos vizinhos.
A palavra navruz significa novo dia: nav-novo e ruz-dia na língua tadjique, uma das línguas faladas no Uzbequistão.
Os muçulmanos do meu país associam esta festa ao Ano Novo, porque no antigo calendário islâmico, o Calendário dos Doze Animais, o novo ano começava em Março.
Neste dia as pessoas não vão trabalhar. As famílias juntam-se e preparam uma refeição especial com sete pratos cujos nomes começam com a letra “s”. Destes pratos o mais importante é o “sumalak” que se faz numa panela muito grande, juntando trigo novo, gordura, água e sete pedras pequeninas. Tudo deve ser mexido durante seis a oito horas sem parar e depois é para partilhar com toda a gente. É uma tradição muito bonita. Durante a noite ninguém dorme: as pessoas dançam, cantam, jogam e ficam felizes se chover.
Mas os familiares que já morreram também são lembrados. As pessoas visitam os cemitérios para recordar os membros da família desaparecidos. Nas aldeias, as actividades do festival incluem também lutas de galos, corridas de cavalos, saltar fogueiras, cantigas, danças populares, contar histórias, leitura de poesia, epopeias e rimas tradicionais.
Como preparativos para as celebrações de Navruz, as pessoas limpam as casas, compram roupa nova e oferecem flores aos amigos e familiares. Navruz é uma grande festa também para as crianças que visitam os vizinhos cantando e citando rimas tradicionais para receber pequenas prendas.
Navruz é uma ocasião para a amizade, a renovação e a alegria. É uma tradição mantida no meu país há séculos, intimamente ligada à sua cultura. Tenho muitas saudades de Navruz!
segunda-feira, 28 de março de 2011
GRANDES AUTORES: José Saramago
Semana da Leitura 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
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